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Pequenês - undefined

Pequenês

  • Nome no Brasil: Pequenês
  • Nome original: Pekingese
  • País de origem: China
  • Preço médio: entre R$ 1.800 e R$ 5.500 mil
  • Tipo de pelo: Alto

Tudo sobre Pequenês

Porte: pequeno
Área de criação: pequena
Energia: baixa
Temperamento: dócil

Descrição

  • Grupo: 9 – Cães Toys e de Companhia
  • Porte: 8 – Japan Chin and Pekingese
  • Machos/Fêmeas: entre 20 e 27 centímetros/até 4 quilos
  • Tipo de pelo: longo e reto, sendo a camada superior de espessura grossa e o subpelo mais macio
  • Temperamento: leal, corajoso, distante, teimoso e independente
  • Expectativa de vida: 12 a 15 anos

Escala de 1 a 5

  • Para tutores de primeira viagem:  3
  • Energia:  2
  • Inteligência:  4
  • Facilidade de adestramento:  3
  • Como cão de guarda:  3
  • Adapta-se ao calor:  1
  • Adapta-se ao frio:  4
  • Adapta-se bem à vida em apartamento:  5
  • Necessidade de atividades físicas:  2
  • Fica bem sozinho:  3
  • Relacionamento com a família:  5
  • Relacionamento com crianças:  2
  • Relacionamento com estranhos:  2
  • Tendência a latir:  4
  • Tendência à obesidade:  3


Cão de pequeno porte, aparência equilibrada e compacta. Seu nome refere-se à cidade de Pequim. A pelagem é moderadamente longa, lisa e forma uma juba. Todas as cores são aceitas para essa raça, incluindo multicolores, menos cor de fígado. Essa raça costuma perder pelo. 

Antigo, sendo uma das raças mais velhas, o Pequinês surgiu na China há mais de 2 mil anos como companheiro de nobres, príncipes e membros da família imperial. Não é de se admirar, dessa forma, que o cãozinho mantenha a dignidade orgulhosa e exija tratamento digno de realeza; ele conhece seu passado como ninguém!

A raça lembrava muito um leão, e foi desenvolvida para acentuar essa semelhança – por isso se tornaram conhecidos como Fu Lin, os cães-leão da China. Eram mimados pelos servos pessoais da realeza, e alguns eram chamados de cães luva, pois podiam entrar nas mangas grandes de seus mestres.

A Guerra do Ópio, em 1860, despertou o interesse dos britânicos pela raça. Após saquearem o palácio imperial, os homens levaram consigo cinco destes cães para a Inglaterra. A rainha Victoria se apaixonou por um deles, a quem chamou de Looty, e fez o interesse dos criadores de cães aumentar.

Por muito tempo o Pequinês foi um cão que apenas os mais ricos poderiam ter, mas hoje ele é um popular cão de colo e de exposição. A AKC reconheceu a raça em 1906.

Características

O Pequinês é um cão muito apegado ao dono e ótimo para companhia. Sua personalidade é forte e reservada, mas dócil e muito amigável quando educado desde filhote. Essa raça tem a tendência a desenvolver hábitos maléficos como agressividade, latidos excessivos, desconfiança, teimosia, entre outros se não for submetido à liderança dos donos e a socialização. Cuidado com a alimentação para que não engordem demais.

  • Cabeça grande e proporcionalmente mais larga do que profunda
  • Nariz, lábios e bordas dos olhos na cor preta
  • Focinho curto e largo, com nariz largo e narinas grandes e apertas
  • Olhos escuros, redondos e pequenos
  • Orelhas não muito grandes
  • Pescoço relativamente curto e grosso
  • Patas dianteiras curtas e grossas, com pés grandes e planos
  • Patas traseiras fortes e musculosas, com pés grandes e planos
  • Cauda alta, carregada firmemente e emplumada
  • Capa longa em volta do pescoço, nas orelhas, parte traseira das pernas e na cauda

Cuidados básicos

Não há uma frequência obrigatória de banhos, mas escovações e a limpeza dos olhos devem ser feitas diariamente.

Quem deseja treinar um Pequinês precisa ter pulso firme e muita paciência. Eles não respondem bem ao treinamento duro ou à disciplina, podendo, inclusive, se tornarem agressivos por se sentirem ameaçados.

É preciso mostrar a ele o tempo todo que você está no comando da situação e ele deve fazer o que você mandar. Reforços positivos e convencê-lo de que fazer algo é ideia dele, não sua, são sinônimos de sucesso.

Ter um Pequinês em casas com crianças pequenas não é uma boa ideia. Eles também tendem a ser cães de uma pessoa só, logo, se dão melhor com tutores que vivem sozinhos. 

O Pequinês não tolera muito bem o calor, então é melhor que seus passeios na rua sejam feitos ao ar livre em dias mais frescos. Caminhadas diárias ou brincadeiras dentro de casa suprem sua necessidade de exercícios.

As rugas no rosto devem ser limpas e mantidas secas, caso contrário podem provocar infecções e fungos. O focinho também precisa ser limpo diariamente, assim como o pelo, que precisa ser penteado com frequência. A pelagem ao redor do anus deve ser inspecionada diariamente para evitar acúmulo de sujeira.


Alimentação

A quantidade de ração varia de acordo com o peso e o tamanho do animal e pode ser encontrada nas embalagens.
Deve-se alimentar o cão de duas a três vezes por dia e manter água à vontade. Cães de pequeno porte consomem rações small breed.
A qualidade da ração é fundamental para a saúde do animal. As do tipo Premium e Super Premium são as nutricionalmente balanceadas.
Até os doze meses, o Pequinês é considerado filhote. Nesta fase, a quantidade de ração varia de 90 a 95 gramas por dia. O alimento indicado são rações específicas para filhotes.
A partir de um ano o cão é considerado adulto. Deve-se mudar a ração e a quantidade varia de 55 a 75 gramas/dia.

Espaço para criação

Essa raça se adapta bem em apartamento e espaços pequenos, mas passeios diários são recomendados para manter o equilíbrio mental e físico do cão.

Custo de manutenção

O Pequinês é um cão pequeno e delicado, com maiores chances de sofrer alguns problemas do que outros cães. Os olhos, por exemplo, são sensíveis e podem se machucar com facilidade ou até “estourar” – apesar de ser uma condição muito rara.

A Síndrome de Queratopatia da Exposição é provocada por uma série de fatores que provocam exposição da córnea e incapacidade de piscar corretamente. O problema pode levar a úlceras e até deficiência visual grave, e os sintomas incluem olhos vermelhos, excesso de lágrimas e dor.

A distiquíase acontece quando uma fileira adicional de cílios cresce na glândula de óleo no olho do cão, irritando os olhos e provocando coceira e desconforto. Os cílios ectópicos crescem através da pálpebra para o interior, gerando desconforto e irritação e podendo até causar ulceras na córnea. O olho seco, outro problema que pode atingir a raça, é caracterizado pela produção insuficiente de lágrimas que deixam os olhos úmidos.

O palato, conhecido como céu da boca, separa as cavidades nasal e oral. Quando o cão apresenta uma fenda palatina, que pode afetar tanto o palato duro quanto o mole, pode provocar lábio fissurado, que só é corrigido com intervenção cirúrgica.

O Pequinês possui rugas na face, e por isso pode sofrer de dermatite cutânea, irritações e infecções. Problemas na válvula mitral e no disco intervertebral também atingem a raça. 

Curiosidades

Uma lenda chinesa conta que um leão se apaixonou por um sagui, e para viver esse amor proibido pediu a Buda que o deixasse do tamanho do macaquinho. Buda consentiu, mantendo em seu coração o caráter típico de um leão, e da união dos dois surgiram os cães de Fu Lin.

Por que ter um Pequinês?

O pequeno cão da realeza tem porte único e exige tratamento respeitoso e digno. Se for tratado dessa forma, ele fará o mesmo com você, com algumas doses de dedicação, amor, afeto e muita, muita lealdade.

Essa não é uma raça que precisa e exige atenção constante, mas ainda assim é carinhoso e afetuoso com os seus. Independente, não exige total dedicação, e é muito protetor com sua família, sendo um excelente cão de guarda que latirá para todos os estranhos que aparecerem.

Alegre, inteligente e bondoso, ele também é extremamente corajoso – muito mais do que o seu tamanho compacto permite pensar -, e vai defender sua família até a morte se necessário.

Por que não ter um Pequinês?                                                

A teimosia dessa raça é muito conhecida no mundo canino. Não é fácil treinar um Pequinês, já que ele se caracteriza por uma mente independente e muita vontade própria. Existem, inclusive, relatos de cães da raça que fizeram greve de fome apenas para provar que estavam certos.

Ele não é de atacar sem motivos, mas se for cutucado ou agarrado contra sua vontade não hesitará em se defender. Logo, uma casa com outros animais e crianças não é ideal para essa raça. Eles podem levar tempo demais para se acostumar com eles – ou mesmo nunca se acostumar.

Eles podem latir muito e se tornarem irritantes, além de roncar, já que tendem à braquicefalia. 

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