Guia de Bichos
Maltês - undefined

Maltês

  • Nome no Brasil: Maltês
  • País de origem: Malta
  • Preço médio: R$ 2 mil (mínimo) a R$ 5 mil (máximo)
  • Tipo de pelo: Alto

Tudo sobre Maltês

Porte: pequeno
Área de criação: pequena
Energia: média
Temperamento: dócil

Descrição

  • Grupo: 9 - Cães de Companhia e Brinquedo
  • Porte: 1 – Bichons e raças relacionadas
  • Função original: raça de companhia
  • Tamanho do macho: entre 22 e 25 cm
  • Tamanho da fêmea: entre 22 e 25 cm
  • Peso do macho: 1 a 4 Kg
  • Peso da fêmea: 1 a 4 Kg
  • Tipo de pelo: longo, reto, denso, brilhante e sedoso
  • Temperamento: afetuoso, muito inteligente, calmo, corajoso e brincalhão
  • Expectativa de vida: 12 a 15 anos

Escala de 1 a 5 

  • Para tutores de primeira viagem:  5
  • Energia:  3
  • Inteligência:  4
  • Facilidade de adestramento:  4
  • Como cão de guarda:  2
  • Adapta-se ao calor:  3
  • Adapta-se ao frio:  1
  • Adapta-se bem à vida em apartamento:  5
  • Necessidade de atividades físicas:  2
  • Fica bem sozinho:  1
  • Relacionamento com a família:  5
  • Relacionamento com crianças:  3
  • Relacionamento com estranhos:  3
  • Tendência a latir:  4
  • Tendência à obesidade:  3

Cão de pequeno porte e estrutura alongada. Sua pelagem característica é densa, muito longa e sedosa cobrindo uniformemente todo o cão. O Maltês possui uma barba que se funde com a pelagem na cabeça, igualmente comprida. A cor aceita para essa raça é o branco puro. Manchas laranja e marfim, bem claras, são aceitas. 

A mais antiga das raças toys europeias é também uma das mais antigas do mundo, difundida em culturas mediterrâneas mesmo antes da era cristã.

A ilha de Malta, onde acredita-se que o Maltês surgiu, foi um dos primeiros portos comerciais do mundo, visitado por marinheiros fenícios em 1.500 a.C, sendo os cães mencionados em documentos de 300 a.C.. A arte grega inclui cães do tipo desde o século V e chegou até a construir túmulos para eles, enquanto os egípcios valorizavam os cães Maltês.

Inicialmente, os ancestrais da raça eram usados com o objetivo de caçar ratos e camundongos nos navios e armazéns das cidades marítimas do Mediterrâneo, de onde eram originários. 

Eles prosperaram no século XV, depois de serem levados para a França e despertarem a paixão dos aristocratas franceses. Um tempo depois, dois exemplares foram levados à Inglaterra de Manila como presente da rainha Vitória, mas na verdade eles tiveram outro destino. Os dois filhotes desses Malteses foram os primeiros a serem exibidos no país. Rapidamente eles  se tornaram queridinhos das damas da sociedade, nobres e reais inglesa.  Nessa época, eles eram chamados de Maltês Terrier, apesar da não terem ancestrais terrier nem as características da raça.

Em uma pintura de 1830, “O Cão-Leão de Malta, Último da Raça”, mostrou que a raça corria risco de extinção. Na época, foram feitas tentativas de criá-las para serem do tamanho de um esquilo, algo desastroso que quase culminou no fim da raça.

Os primeiros malteses chegaram na América por volta de 1877 e foram apresentados como "cães-leão maltês". Esse apelido vem do costume dos antigos criadores, especialmente na Ásia, de tosá-los para parecerem com leões.   

A AKC reconheceu o Maltês em 1888 e hoje ele é um dos cães de companhia mais populares do mundo. 

Características

Ótimo cão de companhia, mas alerta a barulhos e situações estranhas. O Maltês é brincalhão, sociável e gentil, tanto com crianças quanto com outros cães e animais. Como todo cão pequeno, deve-se temer a Síndrome do Cachorro Pequeno e impor limites sem dó. Sem treinamentos para obediência e submissão aos humanos pode se tornar barulhento, mimado e dominante. Quando propriamente educado desde filhote é amoroso e muito apegado ao dono e à família. Por outro lado, há uma certa dificuldade para adestrar essa raça. Ela só aprende rapidamente se for recompensada pelos seus esforços. 

É conhecido por "cão de colo", pois é inseparável do dono e não consegue ficar sozinho por nada. Exige muita atenção humana e sofre de ansiedade de separação. Normalmente passa o dia inteiro atrás das pessoas na casa. Porém, consegue se adaptar facilmente ao estilo de vida do dono. Se o dono é bastante ativo o Maltês também o será, porém se for calmo o Maltês adota um comportamento tranquilo. Esse cão, no entanto, pode não se dar bem com estranhos e latir bastante, apesar de não ser um cão ideal para proteger a casa. Tem baixa tolerância ao calor e tolerância média ao frio, preferindo temperaturas medianas. 

Sua energia e vigor é bem alto, por isso ele se destaca não só como um companheiro, mas também como um cão de terapia e concorrente em algumas competições para cachorro como agility, obedience, rally, e tracking. 

  • Cão pequeno, tronco alongado, muito elegante, de cabeça erguida, com confiança e imponência;
  • Pequeno, de corpo longo e coberto por um casaco branco; 
  • Crânio ligeiramente mais largo que o focinho; 
  • Stop bem marcado;
  • O focinho possui comprimento igual a 65% do comprimento total da cabeça, portanto, menor que a metade;
  • A linha superior do focinho é reta, com a cana nasal bem marcada no segmento central;
  • A trufa é volumosa, arredondada, com as narinas bem abertas e, rigorosamente de cor preta;
  • Os olhos são de tamanho maior do que seria normal, abertos, de contorno tendendo ao redondo, pálpebras bem ajustadas, de inserção frontal, que aflora, um tanto ressaltados, jamais profunda. De cor ocre carregado e a orla das pálpebras, preta;
  • Os lábios, vistos de frente, forma um semi-círculo completo;
  • Dentes brancos e com dentição completa e bem desenvolvida; 
  • Orelhas quase triangulares, perto dos lados da cabeça e pouco eretas. São portadas pendentes, caídas rentes à face e com pouca mobilidade;
  • O pescoço quase não aparece, pois é revestido de pelos longos e a nuca permanece bem delineada;
  • Cauda grossa na raiz e fina na ponta, forma uma curva grande para cima; 
  • Pernas são curtas, mas fortes e ágeis
  • Pelagem caindo pesadamente ao longo de todo o corpo e da cabeça, onde se mistura com a barba e o cabelo que cobre as orelhas; 
  • Ausência de subpelo; 
  • Na cabeça a pelagem é mais longa, assim como no focinho;
  • Na cauda os pelos caem sobre um dos flancos e sobre as coxas, alcançando os jarretes;
  • Cor sempre branca, as vezes com traços marfim; 
  • Movimento confiante, nobre e leve, como se estivesse flutuando. 

Cuidados básicos

Banhos podem ser dados quinzenalmente e escovações devem ser diárias, mas com cuidado, pois a pelagem é sensível. Para evitar manchas escuras ao redor dos olhos recomenda-se a limpeza diária da região. Tem tendência a problemas de pele e dentição, logo o acompanhamento veterinário é necessário.

O Maltês é cheio de energia e disposição, mas é um cão para viver dentro de casa. Não toleram climas extremos e tendem a correr muito, podendo se machucar com facilidade, por isso brincadeiras dentro de casa são as mais recomendadas. Caminhadas e passeios leves podem fazer parte do plano, mas eles não exigem uma grande quantidade de exercícios.

Um cachorro Maltês precisa de socialização precoce a pessoas diferentes, crianças e outros animais para deixar de estranhá-los. Isso garante que ele irá tratá-los bem e se acostumar com sua presença. Levá-lo a parques e convidar visitas com frequência também ajudam.

Nos treinamentos, os reforços positivos são a melhor forma de fazer o seu Maltês entender comandos básicos. Alimentos, louvor e jogos são algumas das formas de recompensa-lo pelo esforço.

Mas espere até os oito meses para ir muito longe com ele, pois até essa idade seus ossos ainda estão se desenvolvendo. Antes de começar a exercitá-lo leve-o ao veterinário para um check-up completo.

Devido às doenças características dessa raça, são propensos a calafrios, especialmente se estão úmidos. Quando der banho no seu animal, seque bem para evitar que sinta frio ou sofre uma infecção.

É importante penteá-los todos os dias para evitar que os cabelos embaracem. Por sorte, a queda de pelo é quase inexistente, já que o cão só possui uma camada.

Alimentação

A quantidade de ração varia de acordo com o peso e o tamanho do animal e pode ser encontrada nas embalagens.
Deve-se alimentar o cão de duas a três vezes por dia e manter água à vontade. Cães de pequeno porte consomem rações small breed.
A qualidade da ração é fundamental para a saúde do animal. As do tipo Premium e Super Premium são as nutricionalmente balanceadas.
Até os doze meses, o Maltês é considerado filhote. Nesta fase, a quantidade de ração varia de 75 a 95 gramas por dia. O alimento indicado são rações específicas para filhotes.
A partir de um ano o cão é considerado adulto. Deve-se mudar a ração e a quantidade varia de 55 a 65 gramas/dia.

Espaço para criação

Essa raça se adapta bem em apartamento e espaços pequenos, mas são sensíveis a temperaturas extremas. Passeios diários são recomendados para manter o equilíbrio mental e físico do cão.

Custo de manutenção


Saúde

O Maltês é mais propenso a alguns problemas de saúde – nenhum deles, felizmente, é grave. A luxação da patela é um deles, na qual uma articulação do joelho (geralmente de uma perna traseira) desliza dentro e fora do lugar, provocando dor e, em casos mais graves, tornando-se incapacitante.

Uma doença que afeta principalmente cães brancos é a White Dog Shaker Syndrome (algo como Síndrome dos Calafrios em Cães Brancos). O pet começa a apresentar tremores sobre todo o corpo, falta de coordenação e movimentos oculares rápidos, geralmente quando está estressado ou muito agitado. Não é doloroso e não afeta a personalidade do cão.

Outros problemas comuns a outros cães são a atrofia progressiva da retina e hipoglicemia, além da traqueia colapsada, marcada por tosse crônica e seca, semelhante ao som de um ganso, e espirros inversos, que ocorrem quando o cão tenta beber ou comer muito rápido e as secreções do nariz caem no palato mole, provocando espirros. 

Curiosidades

  • Essa raça foi muito apreciada por grandes pintores no decorrer do século. O Maltês foi pintado na tapeçaria "A dama e o unicórnio", que é consideradas como um dos grandes trabalhos da arte medieval na Europa. Estima-se que tenham sido tecidas no final do século XV, em Flandres, França.
  • Os egípcios, e muitos séculos depois os europeus, acreditavam que o Maltês tinha a capacidade de curar as pessoas. Para que seus "poderes" tivesse efeito, colocavam o cão no travesseiro de uma pessoa doente. Tal crença inspirou o nome de "O Consolador". 
  • Essa raça foi famosa entre muitas mulheres da realeza antigamente, como rainha Elizabeth I, rainha Vitória e Mary Queen of Scots
  • Pintores como G oya e Sir Joshua Reynolds, incluiu esses cães em seus retratos de mulheres bonitas
  • As celebridades atuais também não resistem ao Maltês, sendo considerada uma das raça preferidas entre Halle Berry, Heather Locklear, e Eva Longoria

Por que ter um Maltês?

Um dos cachorrinhos de colo mais queridos do mundo, o Maltês é um cão doce e brincalhão, que adora agradar sua família e dedica-se inteiramente aos seus. É inteligente e aprende truques rapidamente, principalmente se forem bem recompensados pelos seus esforços. Adaptação na nova casa não será um problema para este pequeno. O Maltês consegue se adequar  facilmente ao estilo de vida do dono.  Se o tutor é bastante ativo, eles também será, porém se for calmo o Maltês adota um comportamento tranquilo.

Apesar do ar inocente e da aparência fofa, eles latem muito e são avessos à estranhos, servindo como ótimos cães “alarme”. São corajosos e não tem medo de enfrentar cães maiores e se impor. 

Sendo uma raça pequena e carinhosa, é ideal para quem mora em apartamento e busca uma companhia. Além disso, não perdem pelo com facilidade, apesar do casaco denso, sendo considerado até antialérgico.

Com energia de sobra, o Maltês adora correr e brincar, e será um ótimo parceiro para caminhadas e brincadeiras dentro de casa. Além disso, também se destaca  como um cão de terapia e concorrente em algumas competições para cachorro como agility, obedience, rally, e tracking.  É muito receptivo ao seu ambiente e leal à família. 

Por que não ter um Maltês?

Como dissemos acima, o Maltês late muito, o que por um lado é bom, já que ele alerta sua família sobre qualquer problema, mas por outro pode ser um grande incômodo para os vizinhos.

Essa raça foi criada para ser um cão de companhia. Logo, deixá-lo sozinho por muitas horas fará com que fique aborrecido e torne-se destrutivo. Eles sofrem de ansiedade de separação, e se você tem pouco tempo ou paciência para se dedicar, é melhor escolher outra raça. Eles precisam de muita atenção dos seus tutores.

Não é recomendado ter um Maltês em casas com crianças pequenas. Ele pode ser intolerante com elas e também é muito sensível, podendo se machucar com facilidade.

Se o cão for excessivamente mimado, prepare-se para algumas atitudes desagradáveis, como excesso de proteção, ladrar, latir demais ou até morder animais e pessoas que considere ameaças para seu relacionamento com a família. 

No caso de adestramento, é preciso calma e paciência para conseguir resultados. A personalidade teimosa do Maltês faz ser difícil treina-la e ensinar comando. E la só aprende rapidamente se for recompensada pelos seus esforços. E, c omo todo cão pequeno, deve-se temer a Síndrome do Cachorro Pequeno e impor limites sem dó.
Conheça outras raças de cães