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Buldogue Serrano

Buldogue Serrano

  • Nome no Brasil: Buldogue Serrano
  • Nome original: Buldogue Serrano
  • País de origem: Brasil
  • Tipo de pelo: Curto

Tudo sobre Buldogue Serrano

Porte: médio
Área de criação: grande
Energia: alta
Temperamento: amigável

Descrição

Cão de grande porte e musculoso. Considerado um Buldogue Campeiro mais leve e um pouco menor. Possui pelo curto, liso, nem áspero, nem macio. Encontrado nas cores marrom, louro-dourado, creme, marrom avermelhado e tigrado. As orelhas são pequenas, levemente caídas e de pele fina.

  • Expectativa de vida: 10 a 12 anos. 
  • Altura Macho: 50 a 56 cm 
  • Altura Fêmea: 48 a 53 cm 
  • Peso do macho: 3 1 a 40 quilos 
  • Peso da fêmea: 25 a 35 quilos
  • Energia: 5
  • Inteligência: 4
  • Facilidade de adestramento: 3
  • Como cão de guarda: 5
  • Adapta-se ao calor: 4
  • Adapta-se ao frio: 2
  • Adapta-se bem à vida em apartamento: 1
  • Necessidade de atividades físicas: 4
  • Relacionamento com a família: 5
  • Relacionamento com crianças: 4
  • Relacionamento com estranhos: 4

Características

Esta raça é derivada do Buldogue Campeiro e possui as mesmas aptidões para pastoreio de gado, além de cão de guarda. É alerta, corajoso, ágil e determinado. Com o dono e a família é meigo e dócil. Tem temperamento equilibrado, não é agressivo com as pessoas, a menos que seja incitado. É um fiel companheiro.

Deve ser educado desde cedo, para facilitar o convívio e a socialização com outros animais. Limites também devem ser impostos desde cedo, para garantir que o cão seja treinado facilmente.

Cuidados básicos

Precisa de longas caminhadas diárias, para manter-se musculoso e forte. Não há frequência obrigatória de escovação do pelo e de banhos.

Alimentação

A quantidade de ração varia de acordo com o peso e o tamanho do animal e pode ser encontrada nas embalagens.
Deve-se alimentar o cão de duas a três vezes por dia e manter água à vontade.
A qualidade da ração é fundamental para a saúde do animal. As do tipo Premium e Super Premium são as nutricionalmente balanceadas.
Até os doze meses, o Buldogue Serrano é considerado filhote. Nesta fase, a quantidade de ração varia de 90 a 290 gramas por dia. O alimento indicado são rações específicas para filhotes.
A partir de um ano o cão é considerado adulto. Deve-se mudar a ração e a quantidade varia de 235 a 325 gramas/dia.

Espaço para criação

Não é recomendado para apartamentos ou locais fechados. É um cão rural, que precisa de espaço para se exercitar. Resistente, suporta bem as variações de temperatura. Além disso, o porte grande desse animal exige um local espaçoso para viver.

Custo de manutenção

Filhote
Vacinas anuais: R$140,00 a R$220,00
Alimentação mensal: R$27,00 a R$88,50
Banho mensal (1): R$20,00 a R$35,00

Adulto
Vacinas anuais: R$60,00 a R$100,00
Alimentação mensal: R$66,00 a R$91,50
Banho mensal (1): R$20,00 a R$35,00

Saúde

Os problemas de saúde com maior incidência nessa raça são:
  • Problemas de pele 
  • Displasia coxofemoral - Embora a ocorrência dessa última não seja frequente ou uma regra, é importante que o tutor dessa raça evite que o cão se exercite em excesso durante a fase de crescimento.
  • Displasia de cotovelo

Curiosidades

Até onde se sabe, essa raça, tipicamente brasileira, é descendente de cães do tipo buldogue e foi inserida no Brasil a partir de imigrantes europeus, que levaram alguns desses cachorros à região sul do país, durante o século XIX. Muitos confundem o Buldogue Serrano com o bulldog campeiro, mas não são a mesma raça, apesar de terem uma história parecida e ancestrais em comum.

Esse cão é muito forte e pesado e foi muito usado em antigos abatedouros, que antes ficavam na região sul do país, onde na verdade hoje fica o Mato Grosso do Sul. Nesses espaços eles deveriam arrastar bois de até 400 kg e porcos, pelas orelhas, para sofrerem o abate. No entanto, depois de um tempo a vigilância sanitária impediu o uso de cachorros, por meio de medidas restritivas, Aos poucos também a pecuária passou por um desenvolvimento e cada vez menos esses cães tiveram essa função. O que de certa forma também explica a extinção quase completa atualmente. 

Além de ser comum na região sul do Brasil, a raça também pode ser encontrada no Uruguai e Argentina.


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