Gangue dos caramelos tira cochilo na areia da praia

Quatro cães foram flagrados dormindo juntinhos na Praia do Forte, em Cabo Frio, enquanto o movimento seguia normalmente pela orla durante a noite

Gangue dos caramelos tira cochilo na areia da praia
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Gangue dos caramelos tira cochilo na areia da praia

Um vídeo que tem viralizado nas redes sociais mostra uma cena de descanso que chamou a atenção de quem passava pela Praia do Forte, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

Quatro integrantes da famosa “gangue dos caramelo” aparecem deitados na areia, aparentemente aproveitando uma soneca em meio à noite.

Enquanto o movimento seguia pela orla, os cães pareciam ter escolhido um lugar tranquilo para simplesmente descansar. Deitados lado a lado, eles não demonstravam nenhuma pressa para levantar.

A tranquilidade do quarteto deixou a cena ainda mais fofa. Cada um encontrou seu cantinho na areia e permaneceu ali, como se aquele fosse o lugar perfeito para recarregar as energias.

Depois de tanta correria durante o dia, a gangue dos caramelo só queria mesmo uma boa noite de sono.

Por que o cachorro caramelo tem fama de ser "gente boa"?

Eles estão por toda parte: nas ruas, nos quintais, nos memes da internet e cada vez mais nos sofás das casas. O  cachorro caramelo, praticamente, faz parte da rotina do brasileiro. Mas afinal, o que explica tanto amor por esse  “sem raça definida”?

Segundo a  veterinária Fernanda Binati,  não é só impressão: o caramelo virou mesmo um ícone nacional.

“A incidência da raça vira-lata se tornou muito mais frequente atualmente. Eles estão em toda parte e acabaram se tornando símbolo de uma causa: a adoção” , explica.

Manso e amigo

Existe um consenso não oficial e altamente emocionado de que os cães caramelo são companheiros, dóceis e muito apegados aos humanos. A fama, amplificada pelas redes sociais, nem sempre corresponde a uma regra, mas reflete características frequentemente observadas nesses animais.

“Geralmente eles são dóceis, mansos e companheiros. Mas tudo depende do estilo de vida do pet e de como o tutor cria o animal”,  afirma a veterinária .

Por trás de um cachorro equilibrado e afetuoso, geralmente está um tutor presente e dedicado e não uma genética excepcional.

Na prática clínica da especialista, os cães sem raça definida (SRDs)  costumam ser tranquilos, embora comportamentos mais temperamentais também possam aparecer, ainda que em menor número.

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“Geralmente são mansos, mas sempre existem os mais temperamentais e bravos, porém em menor quantidade”,  destaca.

"O ambiente e a criação são os principais fatores. Animais criados em ambientes hostis tendem a ser mais agressivos. Já os que recebem muito amor e carinho são mais dóceis”,  afirma.

Existe um “jeito caramelo” de ser?

Ainda não há comprovação científica que explique biologicamente o “jeitinho” especial dos cães sem raça definida. Mas, na visão de Fernanda, a maneira como esses animais se comportam   pode ser entendida de forma mais prática:

“Os caramelos são, em sua maioria, cães de rua. Estão carentes e, por isso, são mais bonzinhos. Cientificamente não há prova, mas a experiência mostra isso”.

Resistentes

A suposta resistência física dos cães sem raça definida é outro ponto que alimenta o imaginário popular. Muitos acreditam que os  vira-latas  são naturalmente mais fortes, menos suscetíveis a doenças e quase “à prova de tudo”.

Essa percepção tem algum fundamento, mas não é uma verdade.

“Pode ser que, por virem da rua, sua genética favoreça um organismo mais resistente. Mas isso não é uma regra”,  ressalta.

Fisicamente, os cães caramelo são bastante variados. Podem ter porte pequeno, médio ou grande, pelos curtos ou longos, orelhas eretas ou caídas. “Tudo depende da linhagem do animal”,  explica a veterinária.