Uma cadela chamada Esperança desapareceu após desembarcar de um voo da TAP Air Portugal no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), na segunda-feira, 7 de julho. O voo havia partido de Lisboa, e o caso gerou grande repercussão nas redes sociais, com acusações de negligência contra a companhia aérea.
Segundo a tutora, Jaqueline Ramos, o animal era transportado conforme todas as normas exigidas, com documentação regularizada e em caixa de transporte adequada. No entanto, ao chegar ao Brasil, a família se deparou com a caixa “completamente danificada” e sem a cadela dentro.
“Foi devastador. Ninguém soube explicar o que aconteceu, e ninguém foi atrás dela”, afirmou Jaqueline. A situação só não teve um desfecho trágico porque a mãe da tutora, que aguardava do lado de fora do terminal, conseguiu localizar Esperança nas proximidades do aeroporto. A cadela corria desorientada, e quase foi levada por funcionários que acreditavam que estivesse perdida. Ao ouvir a voz da tutora, ela retornou.
A família acusa a TAP de falha grave na segurança do transporte de animais, uma vez que a caixa não estava devidamente lacrada, apesar da recomendação do uso de abraçadeiras para garantir sua integridade durante o voo. A denúncia já foi formalizada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deve apurar o ocorrido.
A TAP Air Portugal foi procurada por diversos veículos de imprensa, inclusive o iG, mas até o momento não emitiu qualquer nota oficial sobre o caso. A ausência de um posicionamento da companhia aumentou a indignação do público nas redes.
O caso reacende o debate sobre a segurança no transporte aéreo de animais e os protocolos adotados por companhias internacionais. Enquanto isso, a tutora de Esperança segue buscando responsabilização formal da empresa e reforça o apelo por mais fiscalização e transparência.