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Bulldog Francês

  • Nome no Brasil: Bulldog Francês
  • Nome original: Bouledogue français
  • País de origem: França
  • Preço médio: R$ 3 mil (mínimo) a R$ 12 mil (máximo)
  • Tipo de pelo: Curto

Tudo sobre Bulldog Francês

Porte: pequeno
Área de criação: pequena
Energia: alta
Temperamento: dócil

Descrição

Cão de pequeno porte a médio porte, atarracado e musculoso. Seu focinho é curto e as orelhas empinadas. O pelo é curto e macio e encontrado nas cores fulvo, em diversas tonalidades, branco e tigrado. 

A cabeça da raça tem um formato quadrado, é proporcional ao corpo e é acompanhada de orelhas grandes, arredondadas, eretas e altas. O focinho lembra o do Pug, é achatado, pequeno e com as narinas próximas. A face frontal é mais achatada. Os olhos são médios, pretos e redondos. As sobrancelhas são contraídas. O corpo pequeno é forte e musculoso, conta com pernas curtas, grossas e fortes, além de afastadas umas das outras. As patas têm o formato, oval, com dedos mais separados e visíveis, devido ao pelo curto. A cauda pode ser reta ou rosqueada, no geral é de espessura média e curta. 

  • Grupo: 9 – Cães Toys e de Companhia
  • Porte: 11 – Cães Pequenos Molossianos
  • Machos: entre 27 e 35 centímetros/ entre 9 e 14 quilos
  • Fêmeas: entre 24 e 32 centímetros/ entre 8 e 13 quilos
  • Função original: cão de companhia
  • Tipo de pelo: liso, curto, macio e brilhante
  • Alimentação: 3/4 a 1 xícara de ração de alta qualidade, dividido em duas a três refeições diárias
  • Temperamento: sociável, alegre, brincalhão, possessivo e companheiro
  • Preço médio: R$ 3 mil (mínimo) a R$ 12 mil (máximo)
  • Expectativa de vida: 11 a 14 anos 

Escala de 1 a 5

  • Para tutores de primeira viagem:  5
  • Energia:  4
  • Inteligência:  3
  • Facilidade de adestramento:  4
  • Como cão de guarda:  2
  • Adapta-se ao calor:  1
  • Adapta-se ao frio:  2
  • Adapta-se bem à vida em apartamento:  5
  • Necessidade de atividades físicas:  3
  • Fica bem sozinho:  1
  • Relacionamento com a família:  5
  • Relacionamento com crianças:  4
  • Relacionamento com estranhos:  4
  • Tendência a latir:  3
  • Tendência à obesidade:  4


Apesar de sua origem ser atribuída à França (evidentemente, o nome veio desse país), o Bulldog Francês tem raízes em outros dois países: Inglaterra e Estados Unidos. Segundo alguns registros, parece ter surgido no século XIX.   Além de usados para caçarem ratos, esses cães eram ótimos companheiros. 

Foi na Inglaterra que eles começaram a ser criados, como uma versão menor e de colo do Bulldog tradicional. Era muito popular entre os trabalhadores da cidade de Nottingham que, quando emigraram para a França, levaram seus pets. Mas também há a teoria de que os clientes das rendas é que, ao visitarem Nottingham, gostaram da raça e levaram exemplares para as terras francesas.

Os franceses se apaixonaram pela raça, que prosperou, e também os transformaram em um tipo de cão distinto. Embora muitos pensem que o Bulldog Francês era popular entre a classe alta, prostitutas eram quem mais tinha esse cachorrinho por perto. Aos poucos foi conquistando o coração de vários parisienses e passou a ser comum em lares de pessos ricas também. O auge dessa popularização foi na década de 1880. 

Logo esse Buldogue atraiu o amor dos americanos, que lhes deram o toque final: as características orelhas de morcego. 

A raça foi exibida nos Estados Unidos na mostra do clube do canil de Westminster em 1896. Dois anos depois foi reconhecida pela AKC. 

Características

O Buldogue Francês possui um temperamento bem equilibrado e fácil de lidar. Ótima companhia para a família é apegado aos donos, amoroso e brincalhão. Costuma se relacionar bem com estranhos e com outros animais, mas quando não é treinado para obedecer aos donos pode demonstrar certa agressividade. Essa raça não costuma nadar, logo se recomenda cuidado com piscinas e lagos. 

Tem a natureza gentil e é excelente cão de companhia. Não precisa de muito espaço e pode se adaptar bem a apartamentos. Só precisa viver em um ambiente arejado, confortável e sem muito calor. Seu focinho curto dificulta sua respiração e essa raça pode sofrer no verão. Pode ser também um bom cão de guarda e está sempre alerta fatos estranhos à sua rotina. Mas seu tamanho pequeno e sua simpatia, por ora, terão mais destaque do que qualquer comportamento agressivo. É dócil e receptivo com estranhos. Então, não espere um cão defensivo e bravo. Também não é adequado deixá-lo horas sozinho em casa ou abandonado no quintal. É um cachorro que adora a companhia da família e não lida bem com o fato de se sentir solitário.

Na presença de outros cães, deve ser socializado e treinado para se relacionar bem, já que pode se tornar territorialista e ciumento. É o tipo de cão que adora passear com seus tutores, mas ficar no sofá relaxando com eles também é uma alegria. O ponto negativo da raça é: não é fácil de ser treinado e pode ser um desafio até para o adestrador mais experiente. Teimoso e independente, para ganhá-lo o ideal é transformar os exercícios em diversão e sempre recompensá-lo. Não lida bem com ordens duras e rigidez. A raça leva em média seis meses para se tornar educada. Não necessita de atividades físicas muito intensas; caminhadas diárias e brincadeiras em casa são suficientes para mantê-lo saudável. No entanto, é bom lembrar que tem tendência a engordar e precisa disso para não se tornar obeso.

  • Pequeno, curto, magro e compacto;
  • Cabeça larga, forte e quadrada;
  • Dobras e rugas simétricas no rosto, sem excessos;
  • Crânio quase plano de orelha a orelha;
  • Focinho curto, simétrico e largo;
  • Nariz preto, largo e bem aberto;
  • Bochechas bem desenvolvidas;
  • Olhos arredondados e bem visíveis;
  • Orelhas largas na base e arredondadas na parte superior, semelhantes a orelhas de morcego;
  • Pescoço curto, arqueado e sem papada;
  • Cauda curta, baixa e afinando até a ponta;
  • 6º lugar no ranking de raças mais populares da América. 


Cuidados básicos

Não há uma frequência obrigatória de banhos. As unhas devem ser reparadas regularmente. Essa raça deve ser acompanhada por um veterinário para evitar o desenvolvimento de cataratas, assim como problemas cardíacos e respiratórios, muito comuns em raças com focinho curto. O Buldogue Francês costuma precisar de muito acompanhamento médico, o que encarece o custo com o animal.

Não se deixe enganar pela enorme energia do Bulldog Francês: essa raça não acompanha o ritmo de uma rotina intensa de exercícios. Caminhadas diárias de 15 minutos são suficientes para suprir sua demanda – lembrando que eles tem tendência a engordar, então precisam se exercitar.

As dobrinhas do rosto exigem cuidados específicos, semelhantes aos dedicados ao Pug. É bom limpá-las com cotonete, gaze ou lenços umedecidos com soro fisiológico, pelo menos uma vez a cada dois dias. Depois é necessário secar bem para evitar fungos.

Nas fêmeas, talvez seja necessário limpar as partes íntimas e passar pomada, pois muitos cães da raça não conseguem se dobrar para fazer a higiene pessoal e acabam sofrendo com assaduras.

Os Bulldogs Franceses não lidam bem com mudanças bruscas de temperatura. Ele foi feito para viver dentro de casa, em um ambiente bem climatizado e que atenda às suas demandas. O sistema de respiração é bastante comprometido pelo focinho curto, fazendo com que não regulem suas temperaturas corporais eficientemente. Viver fora de casa, para esse pet, é um risco à sua vida – assim como nadar, pois eles são pesados. 

Alimentação

A quantidade de ração varia de acordo com o peso e o tamanho do animal e pode ser encontrada nas embalagens.
Deve-se alimentar o cão de duas a três vezes por dia e manter água à vontade. Cães de pequeno porte consomem rações small breed.
A qualidade da ração é fundamental para a saúde do animal. As do tipo Premium e Super Premium são as nutricionalmente balanceadas.
Até os doze meses, o Buldogue Francês é considerado filhote. Nesta fase, a quantidade de ração varia de 95 a 120 gramas por dia. O alimento indicado são rações específicas para filhotes.
A partir de um ano o cão é considerado adulto. Deve-se mudar a ração e a quantidade varia de 105 a 160 gramas/dia.

A alimentação deve ser balanceada e controlada pelo veterinário, uma vez que essa raça tem tendência à obesidade. O ideal é que a dieta equilibrada venha acompanhada de exercícios físicos diários.

Espaço para criação

Essa raça se adapta bem em apartamento e espaços pequenos. Passeios diários são recomendados para manter o equilíbrio mental e físico do cão. São sensíveis a temperaturas extremas.

Custo de manutenção


Saúde

A imunidade dessa raça não é das melhores. Alergias, sejam elas alimentares, de contato ou por conta de carrapatos e pulgas, são comuns e exigem cuidados específicos para evitar infecções graves.

A Síndrome Braquicefálica é muito comum em cães com cabeças curtas, narinas estreitas ou palatos moles. A condição faz com que as vias aéreas sejam obstruídas em graus variados, podendo provocar respiração ruidosa ou até colapso total. Esses cães geralmente roncam muito.

O palato mole alongado pode também obstruir as vias aéreas e causar dificuldades para respirar.

Má formação das vértebras, como a hemivértebra em cães, ou problemas na coluna vertebral podem acometer os cães dessa raça. Outros problemas comuns a outras raças e que podem atingir o Bulldog Francês são displasia de quadril, luxação da patela e hipotireoidismo. 

A displasia folicular é ainda um problema de saúde dessa raça. Isso causa queda de pelo e acontece devido ao mal funcionamento dos folículos presentes na pelagem. 

As orelhas em formato de "morcego", empinadas e expostas tendem a desenvolver infecções de ouvido e precisam de cuidados especiais.

Curiosidades

​O Bulldog Francês c hegou a aparecer na imprensa no início do século XX, devido à uma disputa entre os padrões diferentes estabelecidos pela sociedade norte-americana e os europeus. A grã-duquesa da Rússia, Tatiana Nikolaevna, tinha dois cães dessa raça, quando ocorreu uma tragédia. Após a revolução bolchevique, em 17 de julho de 1918, a família real e os cachorrinhos foram levados a um quarto e atirados até a morte. 

Depois da Segunda Guerra Mundial, foi desenvolvida uma nova linha de Buldogues Franceses na Austrália, onde os criadores importavam a raça da Inglaterra e iniciaram vários clubes para registrar oficialmente a raça. 

Embora seja considerada, segundo um ranking de 2010, a 21a raça mais popular dentre 167, não existe um país específico onde ela esteja mais presente. Na América, a raça se encontra em sexto lugar no quesito popularidade.


Por quê ter um Bulldog Francês?

Brincalhões, alegres, companheiros e muito inteligentes, essa raça adora brincar e se divertir, mas também curte acompanhar seus tutores em longas tardes relaxando no sofá. São companheiros ideais, recomendados para tutores que busquem um parceiro de aventuras, e que vivem bem em apartamentos.

Ele literalmente vai acompanhá-lo pela casa, pois gosta de carinho, cafuné e dedicação integral quando seu tutor estiver em casa. Fazem festa para todos da casa e são simpáticos com todo mundo – inclusive visitas e estranhos. 

São inteligentes e fáceis de treinar, mas precisam de estímulos e não podem ser tratados com palavras duras e rigidez. Aliás, é divertido treiná-los, pois se dão bem em aulas que pareçam um jogo e tornem a atividade uma brincadeira. Apesar de não serem agressivos, são muito protetores com a família e farão de tudo para defender seu grupo e sua casa. Com crianças costuma se relacionar bem e pode aprender a conviver com outros cães, desde que socializados. 

Essa raça late pouco e é ótimo para quem vive em apartamento. Faz-se um cão ideal para pessoas que moram sozinhas ou em uma casa com poucos membros. É ideal para quem espera um cachorro com pelo curto, fácil de cuidar e de pequeno porte. Além disso, é bonito, fofo e simpático e chama atenção por onde passa.

Por quê não ter um Bulldog Francês?

Essa raça deve viver dentro de casa, na companhia de seus tutores. Se você é do tipo que detesta ver o cachorro em cima do sofá ou soltando pelo na casa, esqueça o Bulldog Francês.

Apesar de carinhosos, são cães fortes, brutos e cheios de energia, e vão correr pela casa, pular nas visitas e esbarrar em móveis. Não são recomendados para casas com crianças pequenas ou idosos, pois podem acabar machucando-os sem querer.

Como todo cão sem focinho, o Bulldog Francês ronca e exige alguns cuidados específicos quanto à sua pele e saúde. Podem ser altamente destrutivos quando deixados sozinhos por muitas horas. 

A teimosia pode tornar o treinamento do pet mais complicado, principalmente porque ele constantemente desafiará o líder – no caso, você. Isso pode ser frustrante e cansativo. Além disso, eles têm uma ansiedade grande por mastigar coisas, que podem ser desde brinquedos até coisas da sua casa. 

Tem tendência à obesidade e a alimentação deve ser controlada. Além disso, embora não precise de atividades físicas de alta intensidade, é necessário levá-lo para passear todo dia e fazer algumas caminhadas por semana. 

Os problemas de saúde que esse cão desenvolve costumam gerar gastos maiores do que com outras raças. Então, é importante ter em mente que terá que desembolsar uma certa quantia a mais por mês, para levá-lo ao veterinário e cuidar de questões como a pele e sua respiração. Além disso, para adotar um exemplar de Bulldog Francês também não é barato. O preço mais baixo costuma estar em torno de 3000 reais e o mais alto pode chegar a 12000 reais.


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