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Basenji - undefined

Basenji

  • Nome no Brasil: Basenji
  • Nome original: Basenji
  • País de origem: Congo
  • Preço médio: até R$ 2.500
  • Tipo de pelo: Curto

Tudo sobre Basenji

Porte: médio
Área de criação: média
Energia: alta
Temperamento: bravo

Descrição

  • Grupo: 5 – Spitz e Cães do Tipo Primitivo
  • Porte: 6 – Tipo Primitivo
  • Machos: até 43 centímetros/até 11 quilos
  • Fêmeas: até 40 centímetros/até 9,5 quilos
  • Tipo de pelo: curto, brilhante, muito fino e fechado
  • Temperamento: inteligente, independente, alerta e afeiçoado
  • Expectativa de vida: 10 a 12 anos
Escala de 1 a 5

  • Para tutores de primeira viagem: 3
  • Energia: 5
  • Inteligência: 4
  • Facilidade de adestramento: 2
  • Como cão de guarda: 5
  • Adapta-se ao calor: 4
  • Adapta-se ao frio: 1
  • Adapta-se bem à vida em apartamento: 3
  • Necessidade de atividades físicas: 5
  • Fica bem sozinho: 4
  • Relacionamento com a família: 5
  • Relacionamento com crianças: 5
  • Relacionamento com estranhos: 5
  • Tendência a latir: 1
  • Tendência à obesidade: 2

Cão de pequeno porte e estrutura musculosa e ágil. Sua cauda não muito longa fica enrolada para cima. Seu pelo é curto e macio. As cores aceitas para essa raça são preto e branco, vermelho e branco, preto e castanho, branco com pintas e marcas no focinho e bochechas e tigrado. Essa raça é muito limpa e ideal para pessoas com alergia, pois não soltam pelo.

O Basenji foi descoberto por exploradores na região da África Central, mais especificamente no Congo, no século XIX. Os cães usavam sinos no pescoço e eram utilizados pelas tribos nativas para transportar mercadorias, conduzir as presas até as redes e avisar da aproximação de animais perigosos. Era um cão muito valorizado pelo seu trabalho e habilidade de caça. 

Os ocidentais tentaram levar o Basenji até a Europa no início dos anos 1900, mas os cães morriam de doenças durante a viagem. A primeira importação bem-sucedida só aconteceu na década de 30, quando eles chegaram à Inglaterra e aos EUA. 

A popularidade da raça não demorou para crescer, e em 1942 foi fundado o Basenji Club of America. Um ano depois, a AKC reconheceu a raça. 

Características

O Basenji é uma raça reservada, mas amigável e amorosa. Tem a tendência a ficar muito apegado aos donos. Embora de aparência calma, é alerta, ativo e adora aprender. Costuma escalar muito e pode facilmente pular uma cerca. Uma característica peculiar da raça é o seu latido, considerado, segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia, uma mistura de canto com risada sarcástica. Relacionam-se bem com crianças desde que submetidos à liderança humana desde filhote. Com estranhos se mostra indiferente na maioria das vezes. Gosta de viver em bando, principalmente com outros cães da mesma raça.

  • Construção leve, ossatura fina e membros altos comparados ao seu comprimento;
  • Cabeça enrugada quando as orelhas estão eretas; crânio plano, de largura média e afinando para a trufa;
  • Trufa preta;
  • Maxilares fortes e com mordedura em tesoura;
  • Olhos escuros, amendoados, de olhar distante e expressão impenetrável;
  • Orelhas pequenas, pontudas e eretas;
  • Pescoço forte, de bom comprimento e bem arqueado;
  • Lombo curto e peito profundo;
  • Cauda firmemente enrolada e inserida alta;
  • Patas pequenas, estreitas e compactas, com dedos bem arqueados;
  • Pelagem preta e branca; vermelha e branca; preta, castanha e branca;
  • Pele muito flexível.

Cuidados básicos

Não há uma frequência obrigatória de banhos. Essa raça se limpa como os gatos o que a torna muito fácil de cuidar.

Paciência e muito bom humor são recomendados para quem deseja criar um Basenji. Não é uma boa raça para quem é tímido, pois eles precisam de pulso firme, e nem para quem nunca teve um cão, pois o processo de adaptação pode ser complicado. Não tente reverter sua teimosia, isso pode deixá-lo confuso e agressivo. Treinamento positivo pode funcionar, mas eles vão obedecer quando quiserem. 

Eles gostam de viver com a família dentro de casa, e não no quintal. Ainda assim, como possuem uma alta dose de energia, precisam de espaço para correr e se exercitar, e é recomendado que as grades sejam enterradas e altas para evitar fugas. 

Caminhadas diárias, brincadeiras e sessões de jogos fazem bem para essa raça. O pelo precisa ser escovado apenas de vez em quando, para manter o brilho. 

Alimentação

A quantidade de ração varia de acordo com o peso e o tamanho do animal e pode ser encontrada nas embalagens.

Deve-se alimentar o cão de duas a três vezes por dia e manter água à vontade. Cães de pequeno porte consomem rações small breed.

A qualidade da ração é fundamental para a saúde do animal. As do tipo Premium e Super Premium são as nutricionalmente balanceadas.

Até os doze meses, o Basenji é considerado filhote. Nesta fase, a quantidade de ração varia de 95 a 140 gramas por dia. O alimento indicado são rações específicas para filhotes.

A partir de um ano o cão é considerado adulto. Deve-se mudar a ração e a quantidade varia de 110 a 160 gramas/dia.

Espaço para criação

Se adapta bem em apartamento e espaços pequenos, mas precisa de atividade física diária para manter-se equilibrado e não engordar. A raça se sente ainda melhor com a companhia de outros cães da mesma raça.

Saúde

Alguns problemas comuns a outras raças, como atrofia progressiva da retina, displasia de quadril e hipotireoidismo, podem atingir o Basenji, embora sejam problemas vistos ocasionalmente.

É preciso ficar atento à Síndrome de Fanconi, muito comum na raça. Esta doença renal afeta o processamento correto de açúcares e proteínas, fazendo com que o cão elimine, através da urina, a proteína que precisaria para seu corpo. É um problema grave e considerado fatal, pois não há cura, apenas um tratamento demorado e exaustivo.

Os sintomas incluem sede excessiva, vontade constante de urinar e níveis elevados de glicose na urina, e os cães diagnosticados possuem entre quatro e sete anos de idade. Exames de urina constantes são recomendados para essa raça.

Outros problemas de saúde que podem atingir o Basenji: 
  • Doença intestinal sistêmica imunoproliferativa: semelhante à síndrome do intestino irritável nas pessoas, os cães afetados por esse problema têm reações alérgicas permanentes para certos alimentos, e por isso sofrerão com diarreias constantes e dificuldade para ganhar peso. É preciso mudar frequentemente a dieta para evitar o problema; 
  • Anemia hemolítica: condição fatal, na qual o cão tem genes defeituosos para a produção de piruvato quinase, uma enzima importantíssima e necessária para manter os glóbulos vermelhos saudáveis;   

Curiosidades

Por que ter um Basenji?

A personalidade e temperamento do Basenji são únicos, e podem tanto ser desafiadores quanto um bálsamo para quem gosta da raça. Quem aprecia atitude, inteligência e modo próprio de pensar vai se apaixonar por esse cão. 

Uma característica marcante é que ele não late, e sim emite alguns uivos e chiados. Os latidos só aparecem de vez em quando, e não mais do que três vezes, o que é bom para quem tem vizinhos.
Eles são muito inteligentes e tem hábitos quase felinos – independentes, higiênicos, curiosos e reservados. Além de não soltar pelos, eles são super limpos e não sujam a casa. São ótimos cães de guarda, pois estão sempre atentos e são muito corajosos. 

Cachorros Basenji gostam de praticar atividades físicas e serão uma excelente companhia nos esportes, como caça, rastreamento e agilidade. Apesar das características de cão de caça independente, ele também é afetuoso e gosta de ser incluso nas atividades da casa. 

Por que não ter um Basenji?

A teimosia do Basenji é enorme, inversamente proporcional à sua disposição para agradar e vontade de obedecer comandos. Ele é, sim, muito inteligente e vai aprender rapidamente tudo que você ensinar, mas só vai acatar se estiver com vontade. 

Eles são muito maliciosos e usam a inteligência para conseguir o que querem – que pode ser desde carinho até atenção constante e fornecimento de algo que eles precisam. Não se espante se ele montar um plano para conseguir o que quer, como entrar no armário onde os biscoitos foram deixados. 

Ele mastiga tudo o que vê pela frente, sendo necessário deixar a seu alcance apenas aquilo que pode ser destruído. Se não receber atenção e exercícios, os Basenji podem se tornar ainda mais destrutivos, e não lidam bem com animais de pequeno porte – pelo contrário, vão perseguir hamsters, ratos, aves e coelhos.  

São grandes artistas de fuga e a cerca não vai contê-los se estiverem determinados a fugir. 

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