As atividades de terapias com animais tem aumentado muito e o resultado para ambos é nítido

O cão terapeuta alegra a vida de seus pacientes
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O cão terapeuta alegra a vida de seus pacientes

A participação de animais como facilitadores de terapias e atividades para pessoas em situação de vulnerabilidade física e emocional tem se tornado cada vez mais frequente. Entre eles está o cão terapeuta. 

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Nesses casos, os benefícios para o  cão terapeuta e para o humano, vêm sendo demonstrados por meio de estudos recentes, como o realizado na Universidade de Tóquio, no Japão, que sugere um aumento dos níveis de ocitocina durante e após a troca de olhares e carícias entre ambos. Outro foi o realizado pela psicóloga Tatiana Ichitani pela PUC-SP, que constatou uma diminuição na sensação de dor em crianças internadas em um hospital, depois dessa interação.

TAA x AAA

É necessário entender a diferença entre Terapia Assistida por Animais (TAA) e Atividade Assistida por Animais (AAA).

A TAA é uma atividade que necessita do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, precisa que a evolução do paciente seja medida a cada seção e também possui um objetivo específico, como estimular a movimentação de um membro de um paciente durante um tratamento de fisioterapia, por exemplo.

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Já a AAA é uma atividade que ameniza a dor de pessoas que estão passando por uma situação de desconforto físico ou psicológico. Apesar de desejável, nesse segundo caso, não é obrigatório o acompanhamento médico ou de um profissional da área da saúde.

No entanto, em ambas atividades, é necessário que o animal esteja sempre acompanhado do seu tutor ou de algum profissional de comportamento para avaliar o bem-estar dele durante a terapia ou atividade.

Animais aptos

Apesar dos benéficos para os peludos, também não são todos os cães que podem ser facilitadores de terapias ou atividades.

Não é possível treinar um cão para se tornar um “Cão Terapeuta”, já que para exercer esse tipo de trabalho eles precisam ter um temperamento dócil e calmo, que se desenvolve desde antes de seu nascimento.

Além disso, é importante que ele tenha tido uma sociabilização muito bem-feita desde os primeiros meses de vida, pois isso fará com que o animal goste de interagir com pessoas e não se estresse - o que não é possível, por exemplo, com um cão medroso que aprendeu a tolerar pessoas, mas que, de fato, não gosta de interagir.

As visitas de cães terapeutas em hospitais, por exemplo, surtem grandes efeitos
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As visitas de cães terapeutas em hospitais, por exemplo, surtem grandes efeitos


Cão Terapeuta

A seleção de cães para trabalhar com TAA e AAA é bem criteriosa. Eles são testados e avaliados na interação com pessoas e outros cães em algumas situações, como serem surpreendidos com puxão no rabo ou no pelo, se gostam de interagir com pessoas, se permanecem no mesmo ambiente que outros cães sem ficarem agressivos ou com medo, se suportam bem a ausência do tutor, caso seja necessário durante o trabalho, e se têm brincadeiras muito brutas, como pular ou brincar de mordidas, já que podem precisar interagir com pessoas em situações vulneráveis.

Além disso, o cão precisa ter, pelo menos, dois anos e meio, ser castrado, ter um atestado de saúde emitido por um médico veterinário, carteira de vacinação em dia e a vermifugação a cada 90 dias.

Como todo trabalhador, um cão terapeuta que exerce a função de facilitador com pessoas em situação de vulnerabilidade precisa ser apto para tal, assim é possível garantir que todos os benefícios da interação sejam alcançados, minimizando riscos para todos os envolvidos, e pesando sempre no bem-estar dos pacientes e dos nossos amigos de quatro patas.

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