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Os dois tipos de raio X mais utilizados em animais são o digital e o contrastado. Cada um possuí suas peculiaridades e fins específicos

O raio x é um dos procedimentos mais requisitados entre os seres humanos. Sua principal vantagem é permitir que estruturas ósseas e órgãos sejam observados pelo profissional da saúde sem realizar qualquer tipo de operação invasiva no corpo do paciente. Mas o que muitas pessoas não sabem é que esse exame também ajuda os pets.

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Permitindo ver com detalhes os tecidos ósseos e órgãos internos do animal, o raio x é um aliado valioso dos médicos veterinários para o diagnóstico de doenças. Os dois tipos de procedimento mais comuns nos animais são o contrastado e o digital, tendo cada um características e finalidades diferentes. 

O raio X pode ser uma importante fonte de diagnóstico para os donos de animais.
Reprodução/ Shutterstock
O raio X pode ser uma importante fonte de diagnóstico para os donos de animais.


O raio x digital

A radiografia digital é extremamente vantajosa por ser uma operação mais rápida, menos invasiva e submeter o animal a menos estresse. Ela é feita por meio de uma máquina que emite os chamados raios x, que atravessam o animal. Um computador processa instantaneamente os dados coletados, analisando as diferenças de intensidade do corpo e criando uma imagem.

O procedimento completo costuma durar no máximo 20 minutos e pode ser usado para identificar tecidos e estruturas ósseas que possuem características muito diferentes.

As regiões onde esse exame é mais usado são:

  • Músculo esquelético:  O raio x digital  é capaz de identificar fraturas, auxiliar o monitoramento processo de cicatrização e crescimento ósseo, encontrar deformidades,  infecções e doenças neoplásicas ósseas.
  • Tórax:  Nessa região é possível se realizar a análise de patologias cardiovasculares e pulmonares e a identificação de tumores nas traquéia e esofágo. 
  • Coluna vertebral:  A identificação de luxações, fraturas, anormalidades ósseas e alterações degenerativas podem ser feitas por meio dos raios x na coluna vertebral.
  • Abdômen:  No abdômen a radiografia pode auxiliar nos exames de ultrassom, identificar corpos estranhos que possam vir a ter sido engolidos pelo animal, diagnosticar doenças ou obstruções gastrointestinais. 
  • Crânio:  Os exames mais indicados para a região do crânio são a tomografia e a ressonância magnética. Entretanto, o raio x pode ajudar na avaliação da dentição, articulações temporomandibulares, seios frontais, cavidade nasal, fraturas e neoplasias ósseas.

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O raio x contrastado

Muitas pessoas consideram o raio x contrastado  um procedimento mais invasivo com os pets. Isso se dá por conta que o animal precisa ser submetido a substâncias de elevado número atômico (como o iodo e o bário). Para que essa exposição seja realizada, esses componentes podem ser tanto ingeridos pelo bichinho quanto injetados. 

O animal não corre riscos, mas esse procedimento pode demorar um pouco mais. Em contrapartida, ele fornece um resultado mais detalhado, permitindo que o profissional consiga diferenciar tecidos extremamente similares.

Uma série de recomendações devem ser tomadas antes que a radiografia contrastada seja realizada. Em alguns casos, como no estudo da coluna vertebral, por exemplo, é necessário que uma limpeza no intestino do pet seja realizada por meio de laxantes. O jejum e a remoção de objetos metálicos (como coleiras) também é solicitado antes do procedimento.

Os exames mais aplicados com o método contrastado são:

  • Uretrocistografia:  Uma sonda é utilizada para que a substância seja injetada na uretra do pet, até preencher a bexiga. Isso permite que o trato urinário do animal seja investigado e deformações como divertículo vesical sejam identificadas. A integridade dessas estruturas após um trauma também podem ser analisadas com esse método. 
  • Urografia excretora:  As substâncias são injetadas no animal de forma intravenosa. O exame é indicado para a análise de regiões que envolvem todo o trato urinário; incluindo os rins, ureteres, bexiga, e a uretra. Permitindo se encontrar alterações anatômicas e diagnosticar anormalidades como pedras nos rins e o rompimento do ureter.
  • Trânsito Gastrointestinal:  Nesse exame a substância é ingerida pelo animal e permite a visualização do seu trajeto do estômago até o intestino grosso. Com isso, o veterinário é capaz de identificar corpos estranhos, processos obstrutivos ou alterações da motilidade intestinal.
  • Esofagograma:  É necessário que um raio x tradicional  seja realizado antes do contrastado. O esofago então é exposto às substâncias, fazendo com que seja possível  analisar o trajeto esofágico, identificar áreas de dilatação ou estenose, bem como a presença de corpos estranhos.
  • Mielografia:  As substâncias são injetadas no espaço subaracnóide (entre o crânio e o couro cabeludo), permitindo a investigação do canal medular (ou canal espinhal) do animal.

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Sempre esclareça todas as suas dúvidas sobre o raio x com um profissional de confiança!

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