Dependendo da cor do vômito, as causas variam muito

Seja por ter engolido algo que não devia, como uma bolinha ou uma comida indevida, ou porque realmente está doente, não é impossível ver um gato vomitando. Esse é um dos sinais que pode representar várias doenças e demonstrar alguma disfunção no sistema digestivo do animal. Inclusive, o vômito pode ter tons variados, pode ser mais esbranquiçado, verde ou amarelo e a causa de cada tipo precisa ser investigada.

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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.
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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.

O gato vomitando pode não ser tão preocupante, dependendo do que provocou essa reação. Pode ser, por exemplo, por conta de bolas de pelo que o bichinho engoliu, o que é um hábito comum entre os felinos, mas não em cães. A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores. Mas, calma, o motivo pode ser tranquilo parar tratar.

O que faz o gato vomitar?

A insuficiência renal é uma das causas mais sérias do vômito e costuma afetar mais os felinos mais velhos e do tipo Persa. Nesse caso, normalmente os gatos expelem uma espuma avermelhada ou marrom, como uma borra de café. Como é uma situação mais grave e indica uma enfermidade complicada, o felino deve ser levado de imediato ao médico.

Complicações no trato gastrointestinal também podem provocar esse sintoma. Pode variar entre intolerância, alergia ou gastrite. Linfoma alimentar e parasitas no intestino são ainda causas.

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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.
Reprodução/ Redes Sociais
A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.

Diabetes, pancreatite (inflamação no fígado) e hipertireoidismo são enfermidades graves e que tem como um dos sinais clínicos o vômito. 

A ingestão de remédios não bem aceitos pelo organismo do animal costuma gerar reações no estômago, principalmente em caso de medicamentos fortes. O veterinário deve ser consultado para trocar o tipo de produto usado no tratamento.

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Além disso, animais são muito curiosos e alguns tendem a mexer com objetos e produtos perigosos. Ao ingerir algum líquido indevido, por exemplo, ou um pedaço de plástico, o estômago do felino tende a querer eliminá-los.

Se o felino vomitou logo depois da refeição, pode ser grave ou não. Se acontecer com frequência pode representar uma alergia à ração. Existem algumas comidas específicas, hipoalergênicas, que evitam esse tipo de reação. Como costumam ser mais caras, também pode-se trocar por outra ração comum.

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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.

Mas quando ocorre somente uma vez e não era comum antes, é possível que o bichano esteja apenas regurgitando e não exatamente tenha algum problema de saúde. Muitas vezes a comida ainda não chegou ao estômago e é comum voltar pelo esôfago e depois ser engolida novamente. Além disso, a regurgitação também pode sinalizar um problema chamado megaesôfago, uma deformação na região do esôfago e isso pode ser verificado por meio de um raio X.

Além de bolas de pelo, o felino pode eliminar sangue, plantas, alimentos não digeridos, plásticos, sangue (vermelho ou mais amarronzado) e corpos estranhos. A causa pode indicar a gravidade do problema de saúde.

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O estresse também é um fator que leva ao vômito. Mudanças para gatos são problemáticas, principalmente de ambiente. Trocar de casa demanda uma adaptação lenta para esses bichinhos, que podem até fugir no processo de mudança. Ele precisa se sentir seguro e, caso outro pet comece a conviver com ele, o ideal é acostumá-lo aos poucos.

Diagnóstico

O histórico do gato é importante para garantir um diagnóstico correto e para facilitar o trabalho do veterinário. Além disso, uma série de exames pode auxiliar nesse processo, caso o médico não consiga descobrir o que acontece. Devem ser analisadas as funções hepáticas, renais e a circulação sanguínea. 

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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.
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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.


O que fazer com o gato vomitando?

O primeiro passo é identificar o tipo de vômito, analisando a cor e o que há nele. É desagradável, mas muito necessário na hora de explicar ao veterinário e adiantar algum diagnóstico. Às vezes aparecem restos de objetos engolidos ou de alimentos que não fizeram bem ao gato. Dependendo do que for, já é póssível ter uma ideia se a mudança na dieta vai ajudar ou não.

É importante observar o felino depois de passar mal e é natural ele ficar mais cansado e quieto. O ideal nesse caso é tirar a água e a refeição dele para evitar que ele volte a gorfar. Aos poucos ofereça pequenas doses de líquido e de comida. Afinal, ele também não pode ficar desidratado, já que quando vomita perde nutrientes e alimentos.

Tratamento

É recomendado que o bichano fique 24 horas sem comer. A dieta também deve ser leve para o organismo se recuperar aos poucos.

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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.
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A queixa a respeito de vômitos, em clínicas veterinárias, é comum e normalmente assusta os tutores.

Em alguns casos essa mudança deve ser permanente, ainda mais se o animal apresentou a alergia a alguma comida específica. Fibras devem ser adicionadas, uma vez que ajudam na digestão e na limpeza do organismo. Gorduras e açúcares precisam ser evitados sempre, mas nesse caso ainda mais.

Se o bicho tiver desidratação, talvez líquidos intravenosos ou subcutâneos sejam necessários. Quando dados via oral são frequentemente inadequados, à medida que passam pelo animal com muita rapidez para serem suficientemente absorvidos. 

Quando causado por bactérias, o vômito deve ser contido por meio de antibióticos. Ou ainda medicamentos mais leves, apenas para controlar essa reação do corpo.

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