O fato de um animal ter algum tipo de dificuldade para enxergar ou se locomover, por exemplo, não o impede de ser adestrado

Olá, amigos do Canal do Pet, tudo bem? Já que no último post falei sobre o adestramento com cliker , achei legal comentar sobre a possibilidade de treinar animais deficientes. 

Muitos pensam em adotar animais deficientes , mas têm receio de que os cuidados sejam extremos ou que o relacionamento com o pet seja difícil. No entanto, um animal que apresenta surdez, cegueira ou alguma deficiência locomotora poderá conviver muito bem com a família, como qualquer outro. 

É possível adestrar animais deficientes e torná-los praticamente independentes
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É possível adestrar animais deficientes e torná-los praticamente independentes

Além de uma rotina normal, o pet especial também pode ser treinado, inclusive para que aprenda a lidar melhor com o seu problema. Caso ele tenha sofrido algum acidente, terá a possibilidade de vencer desafios. Caso tenha nascido com a deficiência, se adaptará melhor à rotina. Os animais são impressionantes também no quesito de adaptação a condições físicas diferentes. 

Como lidar com cada deficiência?

Auditiva

Se o pet for surdo , devemos estimular a visão dele com brincadeiras e treinos que instiguem também o olfato. Exemplo: usar gestos que ele rapidamente entenda como  “sim” e “não”. O dedo polegar para cima pode indicar afirmativo e, para baixo, negativo.

A expressão facial do tutor também mostra a eles com mais clareza o que se espera deles. É muito importante olhar nos olhos do animal e ser consistente.

Visual

Se o pet for cego, o “sim” e o “não” serão diferenciados pelo tom de voz utilizado. Outra medida é abusar dos outros sentidos dele, como a audição, o tato e o olfato.

O adestramento pode mudar muito a vida dos animais deficientes
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O adestramento pode mudar muito a vida dos animais deficientes

Por exemplo, se você possui uma piscina em casa e tem medo que o pet cego caia dentro dela, você pode colocar um piso com textura diferente ao redor. O treinamento pode ser desenvolvido com uma guia longa. Brinque com ele, já com a guia na coleira, em locais em que não tenham esse piso diferenciado. Quando ele pisar nesse local, corrija-o falando “não” e segurando a guia firmemente. Com algum tempo, ele entenderá que toda vez que pisar lá será errado e tenderá a não ir além. De qualquer forma, se o animal estiver totalmente sem supervisão nesse ambiente, vale a pena investir em um cercadinho ao redor da piscina.

Manter comida, água, banheirinho e móveis sempre nos mesmos locais é outra dica importante para animais cegos. Assim, o bichinho com deficiência visual se acostumará com os objetos naqueles lugares, não esbarrará neles e sempre que quiser chegará até lá facilmente.

Física

Ao contrário do que se imagina, normalmente, os animais que possuem ausência de membros (tanto os que nasceram assim, quanto os que sofreram algum acidente) se adaptam muito bem a essa realidade e vivem como se não tivessem problema algum.

O adestramento, associado a sessões de fisioterapia, traz bons resultados para animais com problemas locomotores ou com a falta de algum membro. 

Dicas para cuidar de cães deficientes

A sociabilização continua sendo muito importante. Apresente-o a outros animais, sons, pessoas, entre outros estímulos. Ele aprenderá a lidar com novas situações adaptando a sua condição física.

Remova objetos que possam prejudicar a mobilidade dos animais deficientes, como tábuas soltas, galhos baixos, escadas ou rampas muito lisas. Evite mudanças frequentes e drásticas na rotina e nos móveis e objetos da casa. O animal poderá ficar perdido e desorientado e terá que se adaptar novamente.

Um abraço a todos,

Alexandre Rossi.

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